
O que é um livro eletrônico?
Livro eletrônico, ou e-book, é um livro digital que você pode ler em uma tela de computador. Alguns livros eletrônicos também podem ser lidos em um dispositivo eletrônico como em qualquer lugar com os HandHelds como os PocketPCs, WinCE, Palm.
As vantagens são inúmeras: os livros eletrônicos podem ser baixados instantaneamente pelos usuários num clique de mouse (por meio de download). É de fácil manipulação. Durante a leitura, por exemplo, a ampliação do tamanho de letra, a possibilidade de criar anotações ao longo do texto e os recursos de pesquisa de palavras e uma série de recursos que vem sendo desenvolvido a cada dia.
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Cisne
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Site com vários e-books
detalhe:
Não são livros piratas...
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Cisne
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| O Quero Mais Brasil é um movimento que convida toda a sociedade brasileira a se dar as mãos e fazer com que o eterno país do futuro se torne o Brasil do presente. É um movimento sem nenhuma ligação partidária. Ele nasce da iniciativa de desejos brasileiros de fazer algo mais do que simplesmente votar de dois em dois anos e já conta com o apoio de uma parcela significativa da sociedade, representada por mais de 220 das mais variadas associações de classe. Querer Mais Brasil é participar deste movimento ao lado de vários brasileiros, empresários, artistas, líderes, trabalhadores, pessoas que vão usar a cidadania para construir uma cidade, um estado e um país melhor. É descruzar os braços. Querer Mais Brasil é querer transparência nos gastos públicos de todos os governos. Não é ser contra nenhum partido ou político. É ser a favor do Brasil, dos Estados e de todos os municípios. Querer Mais Brasil é exigir que todos os governos, das cidades, dos estados e do país, não gastem mais do que arrecadam. Sem dívida crescente, sem juros excessivos, sem gastos mal feitos. É exigir menos gasto na máquina pública e mais serviços sociais e investimentos. Querer Mais Brasil é exigir a mesma eficiência dos orgãos públicos que se exige da iniciativa privada: incompetentes fora, profissionais competentes e premiados e corrupção eliminada. Querer Mais Brasil é não ficar calado. É descruzar os braços e construir juntos. Chega do país do futuro. Quero Mais Brasil agora. |
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Personalização ou colaboração?
Diferença entre a busca do Google e do Yahoo está no social search.
Por Marcelo Sant'Iago.
Que Google e Yahoo são presenças obrigatórias nos sites favoritos de qualquer usuário de internet não é nenhuma novidade. Afinal, são os mais populares sites de busca do mundo. O que pouca gente por aqui comenta é que ambos têm adotado estratégias bastante distintas para reforçar sua presença no universo dos buscadores. Universo esse, aliás, que despertou também o interesse da Microsoft, que decidiu mergulhar de vez na publicidade online e definiu como prioridade valorizar o novo o MSN Busca para aumentar suas receitas publicitárias.
Bem, a grande distinção entre Google e Yahoo é que o primeiro está focando seus esforços na personalização da busca, enquanto que o segundo dá maior destaque à chamada Social Search.
Mas o que é Social Search? A principal diferença em relação à busca "tradicional", onde os resultados são determinados por algoritmos matemáticos de cada site, na Busca Social ("Social Search") quem determina a relevância dos resultados são as pessoas através de seu círculo de relacionamentos e indicações de suas preferências. E enquanto o Google durante um bom tempo vêm focando seus esforços na personalização, é no conceito de descentralização de conteúdo que o Yahoo deposita suas fichas para reforçar sua presença no mercado de busca.
Hoje, você pode criar uma “conta” no Google e consultar seu e-mail, navegar pelo Orkut, utilizar o comunicador instantâneo, participar de grupos de discussão, gerenciar seu calendário de tarefas, fazer uma busca personalizada baseada em assuntos do seu maior interesse, ter uma página com notícias personalizadas e, até mesmo, gerenciar sua campanha de links patrocinados. Ou seja, as plataformas estão sendo construídas de forma integrada para que você possa ter acesso rápido e fácil exclusivamente ao conteúdo que você deseja, que será totalmente diferente das minhas preferências. Em suma, o conteúdo é individualizado.
Por outro lado, o Yahoo tem buscado uma maior colaboração entre os usuários através da Social Search. O principal movimento nesse sentido foi o lançamento ano passado do MyWeb 2.0, um serviço onde você pode realizar buscas na base de sites indexados pelo Yahoo, mas também em páginas selecionadas pelos usuários do site como sendo relevantes. O interessante é que se os usuários fizerem um bom trabalho na catalogação das páginas, uma busca no MyWeb 2.0 eventualmente trará resultados bem mais relevantes que o do Google ou do próprio Yahoo "convencional".
O conceito de Social Search não é novo e é muito bem exemplificado em dois sites adquiridos pelo Yahoo, que têm em comum a capacidade de compartilhar conteúdo, no caso fotos (www.flickr.com) e sites favoritos (http://del.icio.us). Ao entrar em um site desses para procurar um assunto que lhe interessa, basta você digitar uma "tag" ou recorrer a uma lista das mais populares do site. "Tags" são palavras-chave, que os usuários usam para catalogar e contextualizar o conteúdo que disponibilizam. Pronto, em linhas gerais, isso é Social Search. O problema é que construir uma rede social leva tempo e paciência, seja para organizar e catalogar as informações, como para envolver as pessoas. E, além disso, os sites adquiridos pelo Yahoo ainda estão beeeem longe de figurar entre os mais populares da web, ou seja, serem conhecidos pelo usuário médio de internet.
Atento as movimentações da concorrência, aparentemente o Google começou a dar mais destaque à Busca Social: recentemente foi lançado o Google Notebook, uma ferramenta que permite ao usuário coletar textos, imagens, buscas, notícias e páginas favoritas para compartilhar com outros usuários.
A verdade é que os sites de busca têm inovado muito. A principal delas, sem dúvida, foi o sucesso do modelo de compra de palavras-chave em sistema de leilão e pagamento por clique, os famosos links patrocinados, que é o grande responsável pelo crescimento dos investimentos em mídia online nos últimos anos.
Além disso, a cada semana vemos o lançamento de novidades, seja na verticalização de buscas (por exemplo, busca exclusiva por assuntos financeiros) ou por novas aplicações de seus algoritmos, como na busca de arquivos dentro do próprio computador do usuário. E, como em outras vezes, a Microsoft chegou atrasada ao segmento de busca, mas isso não significa que ela não traga novidades. Muito pelo contrário: ela lançou uma nova plataforma que permite gerenciar todas as suas campanhas em um único lugar com segmentações até então inéditas nos buscadores, o MSN AdCenter.
A estratégia do Google tem levantado grandes discussões sobre perda de foco e uma eventual tentativa do líder dos buscadores em tornar-se um portal para manter o usuário o maior tempo possível navegando em suas “propriedades”, como já fazem MSN, editora Abril e diversos outros sites mundo afora, entre eles o Yahoo. Isso vai contra o conceito de site de busca, onde o usuário entra, encontra o que quer e vai embora. Mas, quem sou eu para discutir com uma empresa que encerrou o primeiro trimestre de 2006 com receita superior a dois bilhões de dólares.
Fonte: [Webinsider]
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14h02
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Isso é um crime!”
Foi o que disse o catador de lixoSeverino Manoel de Souza ao ver o livro de Machado de Assis diante da guilhotina. E passou a reunir uma biblioteca comunitária de 7 mil volumes
Eliane Brum
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SEVERINO MANOEL DE SOUZA Catador de lixo para reciclagem, sem nunca ter pisado na escola, Severino iniciou uma biblioteca nos porões do edifício Prestes Maia, prédio ocupado por sem-teto no centro de São Paulo. |
No centro de São Paulo, o prédio é considerado a maior ocupação vertical da América Latina. É dividido em dois blocos, um de 20 andares e outro de nove. Abriga 468 famílias, 1.630 pessoas, entre elas 315 crianças e 95 velhos. Garçons, manicures, ambulantes, faxineiras, seguranças e muitos bolivianos que trabalham em regime de semi-escravidão em confecções dos bairros do Brás e do Bom Retiro. Desde setembro do ano passado, essa ratoeira de esperanças ganhou ares de milagre ao testemunhar nos porões o nascimento de uma biblioteca comunitária.
Ao impedir a execução de Machado de Assis, Severino não pôde mais se livrar dos livros. Ele e a mulher, Roberta Maria da Conceição, de 44 anos, passaram a abrigar todos os exemplares sem-teto que iam topando pela rua. Arrumavam um canto no carrinho de papeleiro e depois empilhavam uma parte no apartamento invadido, outra no porão do Prestes Maia. Foram os primeiros 600 livros da biblioteca, hoje com quase 7 mil exemplares. Tal é a popularidade da obra de Severino que ele não pára de receber novos inquilinos doados por escolas e anônimos. Só mesmo Paulo Coelho, autor mais procurado pelos moradores do edifício e das redondezas, é dos poucos fardões da Academia Brasileira de Letras que ainda não compareceram.
Severino, sertanejo de Pernambuco, nunca sentou em um banco de escola. "Não tenho nem cultura nem literatura", diz. Depois de descarregar um caminhão nos arredores do Recife, ainda garoto, Severino se perdeu. Varou a noite sem conseguir decifrar destinos de ônibus e indicações de placas. Quando finalmente chegou em casa, avisou ao tio: "A partir de hoje vou parar de ser pessoa burra, analfabeta, cega e tapada".
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Severino Manoel de Souza nas ruas da capital paulista |
Postou-se diante de uma banca de jornal e pediu: "Moço, vosmecê tem uma carta de ABC?". O moço tinha. Deu até de presente. "Coloquei o abecedário, o primeiro livro fundado no Nordeste, debaixo do meu chapéu de couro e andei com ele na cabeça por cinco meses", diz Severino. "Tinha ouvido falar que a ciência do livro vai passando para a cabeça." Por sorte também estudou um tanto na boléia do caminhão. O tio avisou: "Vai ficar traumatizado de tanto ler".
Ele aprendeu. Passou então a escrever o nome em carvão, na areia, nos postes, povoou um pedaço de Pernambuco com traçados severinos. Quando achou que estava bonito, comprou um "lápis de pau-brasil". Ficou tão sabido que voltou ao sertão com duas canetas e uma caderneta no bolso. Quando começou a alfabetizar, tinha 26 alunos. Acabou ensinando 231 a "assinar o nome e conhecer literatura".
O coronel da vizinha cidade de Orobó, Rafael Virgulino de Aguiar, supostamente um parente de Lampião, era homem bem macho e lacrimejou de alegria. "Aquilo foi um carinho muito grande pra ele", diz Severino. Foi mesmo. O coronel deu traje completo para todos que tinham idade para ser eleitor, pagou o registro no cartório e avisou que os menores de idade, mas com altura vistosa, podiam espichar um pouco os anos para exercer o dever cívico do voto o mais rápido possível. O coronel, Severino sublinha, era um patriota.
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PRESTES MAIA, 911 O prédio abandonado foi invadido em 2002. Abriga 468 famílias de sem-teto, que o mantêm limpo e seguro. A ameaça de despejo é permanente |
Severino seguia um atalho de prosperidade quando descobriu que a família tinha se bandeado do sertão para São Paulo. Seguiu logo atrás. Esse desvio no destino lhe custou caro. Teve um dissabor atrás do outro, chegou a cair 9 metros de um andaime, por pouco não morre. Levou porretadas da polícia, perdeu dinheiro e saúde. Uma desgraça atrás da outra. Até convidar a ambulante Roberta "para fazer um lanche". A conversa se estendeu para "um entendimento" no quartinho apertado em que ela se espremia no centro. E seguiu pelas ruas até o fatídico encontro com Machado de Assis.
Esse é só um resumo da vida de cordel de Severino Manoel de Souza. Aos 56 anos, ele é uma espécie de José Mindlin dos sem-teto. Tomado de tais amores pela biblioteca que ajudou a fundar, a renda caiu muito desde então, e os sete membros da família sobrevivem hoje com menos de R$ 100 por mês. Um azougue o Severino. Ele agora sonha com uma brinquedoteca para a criançada. "Bota aí na revista que as doações de livros e brinquedos podem ser feitas diretamente na Prestes Maia, 911", afirma. O que Severino diz, se escreve.
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Cisne
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13h56
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O QUE É RESUMO? Resumo é uma condensação fiel das idéias ou dos fatos contidos no texto. Resumir um texto significa reduzi-lo ao seu esqueleto essencial sem perder de vista três elementos: a. cada uma das partes essenciais do texto; Muitas pessoas julgam que resumir é reproduzir frases ou partes de frases do texto original, construindo uma espécie de "colagem". Essa "colagem" de fragmentos do texto original NÃO É UM RESUMO! Resumir é apresentar, com as próprias palavras, os pontos relevantes de um texto. A reprodução de frases do texto, em geral, atesta que ele não foi compreendido. a. da complexidade do próprio texto (seu vocabulário, sua estruturação sintático-semântica, suas relações lógicas, o tipo de assunto tratado etc.); b. da competência do leitor (seu grau de amadurecimento intelectual, o repertório de informações que possui, a familiaridade com os temas explorados). Alguns procedimentos para diminuir as dificuldades de elaboração do resumo: 1. Ler uma vez o texto, ininterruptamente, do começo até o fim: sem a noção do conjunto, é mais difícil entender o significado preciso de cada uma das partes. Essa primeira leitura deve ser feita com a preocupação de responder à seguinte pergunta: do que trata o texto? 2. Uma segunda leitura é sempre necessária. Mas esta, com interrupções, com o lápis na mão, para compreender melhor o significado de palavras difíceis (se preciso, recorra ao dicionário) e para captar o sentido de frases mais complexas (longas, com inversões, com elementos ocultos), bem como as conexões entre elas; 3. Num terceiro momento, tentar fazer uma segmentação do texto em blocos de idéias que tenham alguma unidade de significação. Em um texto pequeno, normalmente pode-se adotar como critério de segmentação a divisão em parágrafos. Quando se trata de um texto maior (o capítulo de um livro, por exemplo) é conveniente adotar um critério de segmentação mais funcional, o que vai depender de cada texto. Em seguida, com palavras abstratas e mais abrangentes, tenta-se resumir a idéia ou as idéias centrais de cada fragmento. (SAVIOLI, F.P. & FIORIN, J.L. Para entender o texto. 7ª ed. São Paulo. Ática. 1993) |
EXEMPLO:
A Receita Federal brasileira vai iniciar um processo de integração com o fisco dos demais países do Mercosul (Argentina, Uruguai e Paraguai) para combater as fraudes fiscais que estão ocorrendo nas operações comerciais feitas entre empresas do bloco econômico. (Folha de S. Paulo - 18.5.97, com adaptações) Resumo
A globalização da economia, embora tenha agilizado e sofisticado os negócios entre as empresas, também criou algumas "doenças", como fraudes fiscais que estão ocorrendo nas operações comerciais entre empresas do Mercosul. Assim, o Brasil e os países do Mercosul devem trabalhar em conjunto a fim de extinguir, ou ao menos neutralizar, essas fraudes fiscais internacionais. |
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Cisne
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17h18
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Porque a fespsp não adere ao PROUNI?
A fespsp diz ser uma fundação sem fins lucrativos, pois bem, em vez de pensar só nas mensalidades tão caras, (atualmente + de 550 reais) devia pelo menos entrar no prouni, o que a impede?
Claro, a mesma tem programas de bolsas parciais, mas esse sistema de bolsas é muito cruel, dura apenas um semestre por vez, a cada semestre começa aquela correria e choradeira para conseguir mais seis meses de bolsa e quase nunca se consegue.
O curso de biblioteconomia infelizmente é exclusividade apenas de duas faculdades na cidade de São Paulo: USP e FESPSP, quem quer cursar biblioteconomia ou passa no vestibular monstro da usp, ou faz fespsp. Se não passar na usp, não resta outra alternativa senão fazer a fespsp que, de certa forma, se aproveita dessa falta de opção e cobra mensalidades caríssimas. Se existissem mais faculdades de biblioteconomia, com certeza eles seriam forçados a diminuir a mensalidade, mas essa realidade está muito longe de ocorrer.
Fico extremamente triste com este descaso conosco, essa dificuldade imposta, gostaria que o social da fespsp saísse da biblioteca e atingisse os seus alunos, se não pode diminuir as mensalidades que, pelo menos, tentassem participar do prouni, e todos que estudam sabem com essa faculdade tem vagas ociosas.
Sei que o meu texto não está muito esclarecedor, mas é um desabafo, um sentimento de revolta pelas coisas estarem do jeito que estão.
Em 2006 quero ajudar a mudar essa realidade, espero que mais pessoas tb pensem assim.
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Cisne
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20h25
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O ProUni - Programa Universidade para Todos, é o maior programa de bolsas de estudo da história da educação brasileira. Criado pelo Governo Federal em 2004, e institucionalizado pela Lei nº 11.096, de 13 de janeiro de 2005, possibilita o acesso de milhares de jovens de baixa renda à educação superior. Tem como finalidade a concessão de bolsas de estudo integrais e parciais, a estudantes de cursos de graduação e seqüenciais de formação específica, em instituições privadas de educação superior, oferecendo em contrapartida, isenção de alguns tributos àquelas que aderirem ao Programa. Anualmente, as universidades federais brasileiras disponibilizam 122 mil vagas nos vestibulares. O ProUni, já no seu primeiro processo seletivo, ofereceu 112 mil bolsas integrais e parciais em 1.142 instituições de ensino superior de todo o país. É o maior número de vagas criadas na educação superior em apenas um ano. Nos próximos quatro anos, o programa deverá oferecer 400 mil novas bolsas de estudo. A implementação do ProUni, somada à criação de 9 universidades federais e 36 novos campi, amplia significativamente o número de vagas na educação superior, interioriza a educação pública e gratuita e combate as desigualdades regionais. Todas estas ações vão ao encontro das metas do Plano Nacional de Educação que prevê a presença, até 2011, de pelo menos 30% da população na faixa etária de 18 a 24 anos na educação superior, hoje restrita a 9%. O ProUni - Programa Universidade para Todos contribui assim, com o compromisso do Governo Federal de democratizar o acesso à educação superior, representando uma política pública de ampliação de vagas, estímulo ao processo de inclusão social e geração de trabalho e renda aos jovens brasileiros.
CONHEÇA UM POUCO SOBRE ESSE IMPORTANTE PROGRAMA DE DEMOCRATIZAÇÃO
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Cisne
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19h51
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21h17
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15h38
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A intimidação das crianças pelos
colegas arrasa a auto-estima e
pode trazer problemas de aprendizado
Fernanda Colavitti
Sergio Pinheiro![]() |
| Convivência na infância: colégio deve incentivar respeito mútuo |
Ganhar apelidos maldosos e tornar-se alvo de gozação dos colegas a propósito de algum aspecto da aparência, do jeito de falar ou do comportamento são dificuldades pelas quais qualquer criança pode passar durante a vida escolar. Ou ainda levar um beliscão ou um cascudo, eventualmente, e até voltar para casa com um brinquedo quebrado por alguém da mesma idade. Nada mais natural, já que são meninos e meninas com temperamentos e personalidades diferentes convivendo diariamente em um mesmo espaço, numa fase da vida em que as regras da boa convivência ainda se estão sedimentando. Entretanto, não raras vezes essas atitudes podem descambar para a hostilidade sistemática e conduzir seu filho ao isolamento dentro da turma e à exclusão de atividades recreativas. Há casos em que a agressão física, em geral por alguém mais forte, passa a ser freqüente. Espalham-se rumores e até ameaças e roubo se verificam no convívio entre garotos e garotas no colégio.
É uma situação para a qual muitos pais não estão atentos, mas que pode infernizar a vida do filho, afetar seu relacionamento familiar e causar entraves no aprendizado, segundo o pediatra e psiquiatra infantil Christian Gauderer, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro. "A criança que não consegue fazer parte de um grupo pode passar por sérios problemas emocionais", adverte Gauderer, atualmente nos Estados Unidos, onde faz pesquisas na Universidade de Hackensack. A primeira dificuldade que os pais têm é identificar a ocorrência das pressões, já que a maioria das crianças reluta em falar abertamente sobre o assunto. Isso porque experimentam um sentimento de vergonha por estar sofrendo chacotas ou apanhando na escola, ou ainda por temer retaliações dos agressores. "Um dos sinais mais evidentes é a queda de rendimento escolar e a resistência em ir à aula", explica a especialista em violência infantil Cacilda Paranhos, do Laboratório de Estudos da Criança da Universidade de São Paulo.
Paulo Jares![]() |
| O psiquiatra Gauderer: conselhos |
De uma maneira geral, o conselho mais repetido entre diversos especialistas entrevistados é procurar elevar a auto-estima da criança em casa, ressaltando sempre suas qualidades e capacidades . Antes de tratar o filho como o coitadinho da história, no entanto, é preciso checar se não é o próprio comportamento da suposta vítima o motivo da rejeição entre os colegas. "A ausência de limites e o excesso de mimos em casa podem fazer com que a criança fique egoísta, chata, agressiva, enfim, não siga as regras básicas de convivência em grupo", alerta a psicóloga Ceres Alves de Araújo, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. A falta de entrosamento pode ter diversas origens, por isso é importante o trabalho conjunto entre pais e professores para a identificação e solução do problema. Algumas escolas promovem atividades e jogos em grupo, com o objetivo de reforçar a importância da socialização e do respeito mútuo entre as crianças, além de manter a fiscalização nos horários de intervalo para identificar os alunos que estão sempre sozinhos ou se metendo em confusões. "A escola tem obrigação de alertar os pais para os problemas enfrentados pelos filhos", diz a psicopedagoga Anna Paula Costa, orientadora pedagógica do Pitágoras, de Belo Horizonte.
Se no Brasil iniciativas como essas parecem isoladas, na Inglaterra e nos EUA o assunto ganha foros de debate nacional. Em inglês, a atitude é conhecida por bullying, algo como intimidar, atormentar, termo sem uma tradução exata em português. Nos dois países, há livros publicados, entidades especializadas na orientação para os pais e na defesa das crianças, bem como normas que obrigam as escolas a oferecer uma política clara de providências contra o bullying. Como sempre ocorre quando um tema ganha essa dimensão, aparecem abordagens fora de foco. Na Inglaterra, por exemplo, o suicídio do garoto Jevan Richardson, de 10 anos, ocorrido no começo do ano, inflamou os ânimos e foi atribuído a problemas de socialização na escola. Nos EUA, o bullying chegou até a ser apontado como o estopim de episódios como a morte de treze alunos da escola Columbine, na cidade americana de Littleton, em 1999. Exageros à parte, a experiência de lá é claro que ajuda a clarear o caminho para quem se interessa em resolver a situação. Recentemente foi divulgada na respeitada revista científica da Associação Médica Americana o resultado de uma ampla pesquisa com nada menos que 15.686 estudantes sobre o tema, centrada nos pré-adolescentes e nos adolescentes. "A ocorrência é vigorosa e, dadas as conseqüências negativas de longo prazo para eles, a questão exige atenção séria", conclui o relatório da pesquisa. Para essa faixa etária, comprovou-se que, no sexo masculino, a reclamação maior é de agressão física. Já entre as adolescentes, são mais correntes as agressões verbais e a disseminação de boatos sobre o comportamento sexual das colegas.

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Cisne
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10h56
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Preconceito
...se esparrama pela turma e faz pequenas vítimas entre os que fogem ao padrão, por diferenças estéticas, de comportamento e até sociais
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Folha Imagem/ Alexandre Schneider |
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Bruna Liberman, 13, sentia alívio ao chegar em casa depois de mais um dia ruim
Preconceito quando nasce...
[por Mariliz Pereira Jorge e Débora Yuri]
Por que eu?" Com apenas 10 anos, Aline* ainda tenta entender como virou o alvo preferido das maldades dos colegas. Tímida e vaidosa, ela passava os recreios com a zeladora da escola.
Quando soube, a mãe, a administradora de empresas Marlene Feres, 37, foi conversar com a filha. "Prefiro tomar lanche com a tia Célia porque as meninas não gostam de mim", disse Aline. Vieram outras histórias. A menina contou que uma coleguinha não quis sentar-se ao seu lado na perua escolar, chamando-a de "negra". Outra, ao vê-la de lábios pintados, comentou que "negro de batom é horrível".
"O que eu faço numa situação dessas: boletim de ocorrência contra crianças de 7 anos?", pergunta Marlene, que é branca -a avó paterna da menina era negra.
Demorou, mas a situação melhorou, diz ela. Aline passou por acompanhamento psicológico, fez amigas, está mais segura e aprendeu a se impor. Mas ficaram sequelas. "Ela faz tratamento para alisar o cabelo porque quer diminuir as diferenças.
Não acho certo, mas não posso negar isso depois do que aconteceu", diz Marlene.
O caso de Aline não é, infelizmente, exceção. Muitas crianças e adolescentes sofrem por anos perseguições dos colegas por parecerem "ligeiramente diferentes". Muitas vezes, a diferença é bastante sutil: um cabelo mais crespo, alguns centímetros a mais, uma certa dificuldade para falar.
"As crianças são experts em detectar as dificuldades e inseguranças dos colegas: o chorão, a menininha, o banana", afirma a psicóloga Anne Lise Scappaticci, professora da Unifesp. Em seguida, vem o carimbo: "duende verde", "pirulito", "samambaia", "cotonete", "coxinha", "pituca", "frutinha"... não falta criatividade na hora de dar apelidos maldosos.
A terapeuta explica que o alvo escolhido pelo grupo revela, na verdade, os maiores temores de cada um. "É como se depositassem naquele indivíduo algo de que não gostam neles mesmos, o que na psicoterapia é chamado de projeção", diz.
A mesma dúvida de Aline ecoa em todas as cabeças de quem foi ou é objeto preferencial da maldade infanto-juvenil. Por que alguém vira alvo e é, muitas vezes, perseguido e isolado?
"Todo mundo tem que seguir um padrão, senão está fora, e isso acontece em qualquer colégio", afirma Renata, 14, na saída da aula, com a concordância enfática das amigas Paula, 14, e Maria Cláudia, 14.
O padrão, segundo Renata: ser patricinha, ir todo sábado ao shopping Iguatemi, tirar nota ruim às vezes ("quem é CDF finge que é burro para não ganhar fama de 'nerd'") e namorar um cara popular. "Quem fica com um feio está acabada, e se você não é bonita ou gostosa ou popular, não é nada", fala Paula.
Nessa faixa etária, dizem os adolescentes, tudo importa: o namorado, os amigos, as roupas, e quem escapa paga o preço.
"Eu tinha um grupo de amigos que eram os estranhos. Tinha a balofa, a anti-social e eu era a CDF", lembra a estudante de comunicação social Simone Campos, 18, que integrava o time das discriminadas e lançou no ano passado o livro "No Shopping", sobre as relações na adolescência.
Simone diz que o problema começou quando ela virou ajudante da professora porque era "inteligente e quase não precisava estudar". "Acho que isso despertou um pouco de inveja e comecei a ganhar apelidos. Foi uma coisa que me acompanhou. Eu mudava de colégio por razões econômicas, mas sempre havia alguém para me encher o saco."
Enquanto as colegas andavam de tênis Keds, calça pescador e casaco Tommy Hilfiger e começavam a namorar, ela só se vestia de preto e fugia dos garotos. "As pessoas me chamavam de autista e de duende verde, diziam que eu tinha um no ombro e que só conversava com ele. Piorou quando descobriram que eu era evangélica", conta. "Fiquei muito tempo achando que havia algo errado comigo."
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Cisne
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10h46
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Regras O jogo de aceitação/exclusão começa cedo e varia conforme a faixa etária (veja quadro abaixo), mas fica mais complicado na adolescência, quando o processo de formar grupos se acentua. Nessa fase, acatar certas regras para se enturmar vira quase uma obrigação.
"Até a 5ª série, eu era cheio de amigos, mas os grupinhos começaram a se formar e eu não me enquadrei em nenhum", conta Luiz Ganut, 16. Acabou em isolamento: os colegas não telefonavam mais e sumiram os convites para sair.
As relações mudaram. "Meu!, você não tem noção. Aquela escola era o Carandiru, tinha linchamento todo dia na hora do recreio. Eu apanhava, mas também batia. Eu pensava o que havia feito para merecer aquilo. Estava sempre com medo", conta.
Luiz perdeu o interesse pelos estudos, dormia durante as aulas e estava sempre triste em casa. "Às vezes, os pais não prestam atenção a detalhes que podem revelar muito. Ele pedia para sair do colégio, mas eu só entendi que havia alguma coisa errada quando as notas ficaram baixas", lembra a mãe, Myrna Neme Cozman, 45.
Há dois anos em outro colégio, Luiz não enfrenta mais problemas, mas reconhece que teve que se enquadrar em algumas regras para ser aceito pelos novos amigos. "Quando vejo alguém passando pela mesma situação, fico mal. Até tento fazer alguma coisa, mas sabe como é, posso arrumar briga e perder amigos." Ou seja, foi enquadrado.
Para Bruna Liberman, 13, o estopim parece ter sido seu jeito um tanto infantil. Ao trocar de colégio no ano passado, ela destoava do modelo "unha comprida, cabelo pintado e cigarro na mão" de suas companheiras de classe. "Ela também estava um pouco acima do peso, o que é um prato cheio quando se quer ofender alguém, ainda mais um adolescente. Foi escolhida para 'cristo'", conta a mãe, Sandra Liberman.
Bruna chegou várias vezes em casa chorando. "Em todos os colégios em que estudei, me dava com todo mundo, desde as meninas mais populares até as 'nerds'. Nesse colégio não fiz nenhuma amizade verdadeira. Era um alívio chegar em casa, mas triste pensar: mais um dia ruim", diz.
O isolamento trouxe queda no desempenho escolar e reprovação. "Ela pedia para sair e eu resolvi atender, pois acho que ela não tinha que mudar para se entrosar. Foi o melhor porque agora, em outro colégio, ela está bem", diz Sandra.
Novos ares Trocar do colégio é a saída? Nem sempre, dizem os especialistas. A escola tem papel fundamental na formação, mas não pode ser culpada por um comportamento inerente a crianças e adolescentes. "O que não pode haver é conivência do colégio com situações de discriminação e humilhação. A escola tem de tomar medidas para amenizar o problema", afirma a psicopedagoga Raquel Caruso, 39, do CAD (Centro de Aprendizagem e Desenvolvimento). Se o colégio não demonstrar vontade de resolver a questão, não é competente e é melhor mudar.
Foi o que aconteceu com a engenheira civil Silvia Ribeiro de Aquino, 43. Seu filho Max, 14, só começou a falar aos 5 anos, o que dificultou seu desenvolvimento e gerou apelidos e brincadeiras durante muito tempo. Max se isolou, mas não ficou livre de uma turma de garotos três anos mais velhos. "Eu não entendia por que eles tinham me escolhido, já que eu nunca havia feito nada. Eu tinha medo até de ir ao banheiro da escola sozinho."
A engenheira acha que houve omissão. "É o tipo de coisa que deve ser corrigida sempre. A criança faz uma, duas, três vezes, se for advertida em todas, não fará novamente", supõe. Ela conta que no Colégio Rousseau, para onde Max foi transferido, bastou uma ligação para que os apelidos criados pelos coleguinhas no primeiro dia deixassem de ser usados.
Silvia diz que o filho está mais feliz, mas, por mais que ela incentive, ainda não conseguiu arrumar muitos amigos com os mesmos interesses. "As coisas de que gosto afastam as pessoas. O único jeito de se enturmar é jogar futebol. Eu não me incluo nisso e sou considerado um trouxa", lamenta o garoto, fã de filmes iranianos e italianos, livros de história, jornais e revistas -gostos pouco comuns entre o pessoal de sua idade.
Mesmo quem aceita as imposições pode encontrar resistência pelos motivos mais variados. "No começo, quando iam formar os times de futebol, ninguém me escolhia. Não queriam um bailarino em campo, apesar de saberem que eu jogo bola", conta Leandro Vieira, 15, bailarino há oito anos, que mora em Itu.
Como no filme "Billy Elliot", em que o protagonista decide dançar balé, Leandro sofreu preconceito já dentro de casa. "Imagine, tudo isso numa cidade pequena. Meu pai e meus três irmãos não aceitavam e ainda diziam que minha mãe estava incentivando o filho a virar gay. Se era assim em minha própria casa, imagine o que pensavam os meus colegas."
Revanche Até estudar muito pode se tornar um pecado mortal nas relações escolares. "A maior parte do tempo eu passo sozinho", diz Alberto Nogueira, 16, um tímido com mania de tirar notas altas. "Acho que a timidez atrapalha, mas em época de provas parece que minha popularidade aumenta", ironiza.
O estudante conta que dificilmente é convidado para sair pelos mesmos colegas que o procuram para copiar a lição de casa e que mesmo as garotas parecem preferir quem é mais extrovertido. "Falô, maluco, passa cola na prova amanhã", provocava um colega no dia em que Alberto e apenas mais um aluno tiraram dez no exame de matemática. "Seria legal se eles falassem comigo sem interesse, mas também não quero mudar de colégio, é complicado. Todo mundo já está enturmado e você é um estranho", diz.
Dois anos mais velha, Simone Campos já consegue ver um lado bom no isolamento forçado. No dia em que lançou "No Shopping" (Editora 7 Letras) no Colégio Santo Inácio, na zona sul do Rio de Janeiro, percebeu com satisfação a reação de espanto dos colegas. "Ficou todo mundo passado", ri. "Não gosto de despertar inveja, porque é um sentimento que sempre me rendeu apelidos novos. Mas é claro que senti um gostinho de desforra", diz, sem esconder o orgulho.
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Quem é alvo
o O tímido
o O que foge do padrão: gordo, muito magro, alto, baixinho, narigudo, quem usa óculos com lentes grossas
o Negro, mestiço, oriental
o O CDF (estudioso)
o O "devagar": não consegue acompanhar o ritmo da classe
o O "paga-pau", novo nome para "puxa-saco"
o O perna-de-pau: não se sai bem em atividades esportivas
o O "bichinha": demonstra tendência homossexual
o O pobre: quem pertence a classe social mais baixa
o O que não segue a moda
É duro ser diferente
Dos 3 aos 6 anos
o Quando ainda não falam direito, as crianças são adeptas de uma agressão física, embora leve: tapas de brincadeira, empurrões, mordidas, arranhões, atirar objetos leves ou roubar brinquedos dos colegas
o A intenção do "perseguidor" é, na maioria das vezes, fazer a vítima chorar
o As gozações são leves, quase ingênuas; apelidos feios e xingamentos são os mais comuns
Dos 7 aos 10 anos
o Mais maldosas, mas ainda imaturas, as crianças não sabem reconhecer quando exageram e provocam sofrimento
o As segregações pipocam a toda hora e a classe pode ter várias "vítimas"
o Alunos com diferenças estéticas sofrem mais, pois nessa idade já se tem noção do culto ao corpo e das diferenças de padrão
o Alunos mais fracos ou muito estudiosos também, porque começa-se a aprender o peso do boletim na vida escolar
Dos 11 aos 14 anos
o Surge a conotação sexual nas brincadeiras; meninos perseguem as meninas e vice-versa. É época de começar a ir a festas e matinês e todo mundo quer ser popular
o Tímidos e "feinhos" são os principais segregados
o Para ser popular, a menina deve ser amiga de garotos bonitos e mais velhos, vestir-se na moda, fazer academia
o Já o menino deve fazer musculação, destacar-se no futebol, ter muitas amizades com o sexo oposto, um irmão mais velho popular, começar a fazer pose de "galinha"
Dos 15 aos 17 anos
o As transformações mexem com a personalidade e, sem saber lidar com elas, o adolescente pode se isolar e acabar discriminado
o As perseguições vêm dos valores que cada "tribo" adota
o Entra em cena a figura do namorado. Quem nunca namora ou "fica" é segregado
o Meninos que ficam com muitas garotas e meninas que namoram os rapazes mais bonitos assumem o papel de "líderes" da turma
Fontes: Anne Lise Scappaticci (Unifesp), Francisco Assumpção (HC), Maria Angela de Azevedo Antunes (Colégio Bandeirantes), Raquel Caruso (Clínica de Aprendizagem e Desenvolvimento) e Regina Ortega (psicóloga)
Como os pais devem agir
Detectar o problema
Algumas crianças têm medo ou vergonha de dizer que estão sofrendo perseguições. Algumas pistas:
o Ela nunca quer participar de programas externos da escola
o Chora, tem dor de barriga ou febre na hora de ir à aula
o Não menciona nomes de amigos
o Fica muito tempo sozinha no quarto
o Começa a tirar notas baixas
o Chega em casa sempre triste
O que fazer
o Se a criança resiste a conversar sobre o assunto, não force demais
o Procure a escola; se não houver empenho em resolver a questão, a entidade não é competente. Se houve, mas não funcionou, considere a mudança de classe ou de período
o Não obrigue seu filho a mudar para se adequar às regras da turma
o Não compare-o a alguém mais popular. Incentive-o a convidar colegas para ir à sua casa ou ao cinema
o Se o problema se dá por motivos socioeconômicos (ele é mais pobre que os colegas), questione-se sobre suas prioridades. "Quero uma educação de ponta para o meu filho ou quero que ele se sinta feliz, num ambiente em que não sofra preconceito?"
Se o seu filho for o perseguidor
o Soltar uma piadinha ou outra é normal, mas quando o comportamento é obsessivo, cuidado: o "algoz" pode ter tantos problemas quanto a vítima
o Um adulto civilizado, que tolera a diversidade, nasce em casa. Não adianta fazer um discurso diário pela integração se você trata mal a empregada
o Muitas vezes, se um jovem ou criança está precisando usar outro como vítima, ele está sendo vítima de alguém
o O problema pode estar em casa. Ele pode sentir falta de atenção, e assim fazer de tudo para aparecer na escola e ter a admiração dos colegas
o Ele mesmo tem algum complexo (defeito físico, por exemplo) e, para escondê-lo, age de forma a deixar bem evidente o de um colega
o Para lidar com crianças pequenas, o melhor é demonstrar decepção com sua atitude, questionando como ele ficaria se estivesse no lugar de sua "vítima"
Reportagem extraída da Revista da Folha de 8 de abril de 2001.
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